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CIDADANIA NA PRÁTICA

A conta é pública. A pergunta também pode ser.

Indignação sozinha não muda nada. Uma pergunta bem feita, com protocolo e prazo para resposta, muda. Veja como usar a Lei de Acesso à Informação.
18 de outubro de 2026
4 min de leitura
Contexto + opinião
Documento
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Reclamar do imposto na fila do mercado é um esporte nacional. Justo. Mas existe uma forma de transformar essa indignação em algo que o governo é obrigado a responder, por escrito e com prazo. Ela se chama Lei de Acesso à Informação.

Você paga. Você pode perguntar.

A Lei 12.527/2011 garante a qualquer pessoa o direito de pedir informações a órgãos públicos da União, dos estados e dos municípios. E você não precisa explicar por que quer saber: a lei proíbe exigir os motivos do pedido. O órgão tem até 20 dias para responder, prorrogáveis por mais 10 com justificativa. Se a resposta não vier ou vier incompleta, cabe recurso.

O dinheiro é público. A dúvida também pode ser.

Como fazer na prática

  1. Escolha o canal certo. Para órgãos federais, use a plataforma Fala.BR. Estados e prefeituras têm seus próprios portais de acesso à informação, geralmente chamados de e-SIC.
  2. Seja específico. Pergunta vaga gera resposta vaga. Peça números, períodos e documentos.
  3. Guarde o protocolo. É ele que comprova a data do pedido e conta o prazo.
  4. Recorra se precisar. Resposta evasiva não é resposta.
  5. Compartilhe o resultado. Informação pública fica mais forte quando circula.

Perguntas que valem a pena

  • Quanto o estado arrecadou de IPVA no último ano?Secretaria da Fazenda
  • Quanto foi investido em conservação de rodovias no mesmo período?Secretaria de Transportes
  • Quanto a prefeitura arrecadou de IPTU e onde aplicou no meu bairro?Prefeitura
  • Uma pergunta bem feitavale mais que mil reclamações

O Portal da Transparência do governo federal também mostra gastos, contratos e repasses sem precisar pedir nada. Vale começar por lá.

ESSA CONTA TAMBÉM É SUA?
Leve essa pergunta para a próxima conversa.
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