Aqui no Brasil, a gente não é dono de nada.
Você compra o carro, e uma parte enorme do preço já era imposto. Depois paga IPVA todo ano, que não vai para a estrada, e paga pedágio para usar a estrada. Você quita a casa, mas o IPTU nunca é quitado. Você enche o carrinho do mercado e leva junto, sem ver, uma fatia de tributos em cada produto. Até a ração do cachorro paga imposto.
O Dono de Nada nasceu dessa sensação: a de que conquistar, no Brasil, é só o começo da cobrança.
Não é contra o Brasil. É por ele.
A gente ama este país. E justamente por isso não aceita que ele pese tanto no bolso de quem trabalha. Não somos contra o Estado existir nem contra imposto em si. Somos contra a cobrança sem fim, sem clareza e sem contrapartida. Contra pagar várias vezes pela mesma conquista e receber de volta um serviço que não está à altura.
O bem é seu. A indignação é nossa.
No que a gente acredita
- Quem conquista merece manter. Propriedade não deveria ser um aluguel pago ao governo.
- Imposto tem que ser visível. Ninguém consegue questionar uma conta que não consegue ver.
- Cobrança exige contrapartida. Quem paga tem o direito de saber para onde vai e de cobrar resultado.
- Indignação com responsabilidade. Opinião firme, fatos com fonte, sem inventar números e sem ataques pessoais.
Um convite
Leia, confira as fontes, discorde se quiser. Mas não se acostume. O dia em que a gente achar normal pagar para sempre por aquilo que já pagou é o dia em que a gente desistiu de ser dono de alguma coisa.
Seu esforço merece mais do que boletos.