Hoje, ninguém vive sem celular e internet. É por onde você trabalha, estuda, fala com a família, paga contas e até marca consulta no posto de saúde. O próprio governo empurra tudo para o aplicativo. E cobra uma das cargas tributárias mais altas do mundo sobre o serviço que ele mesmo te obriga a usar.
O que vai na sua conta de celular
Simulação · plano de celular de R$ 60 por mês
Quanto do seu plano é governo
Simulação ilustrativa aplicando a carga de 29,3% estimada pela Conexis a um plano de R$ 60. Famílias com várias linhas e internet fixa multiplicam essa conta.
O governo te manda resolver tudo pelo aplicativo. E cobra imposto de luxo pela internet que você usa para isso.
E o aparelho?
O celular, o notebook, o tablet e a TV também chegam carregados: imposto de importação em muitos componentes e produtos, IPI, ICMS, PIS e Cofins. Segundo a Eletros, associação dos fabricantes, em eletrodomésticos como fogão e geladeira, os tributos ficam entre 35% e 45% do preço. Para quem ganha pouco, trocar de aparelho vira projeto de anos.
O que melhorou
Em 2021, o Supremo proibiu os estados de cobrarem ICMS de telecom acima da alíquota geral, e em 2022 a lei classificou o serviço como essencial. Foi uma vitória grande para o consumidor. Mas os fundos setoriais continuam lá, e o setor alerta que a transição da reforma tributária pode não trazer alívio.
O que a gente exige
- Fim dos fundos que não cumprem sua finalidade, ou aplicação real e transparente do dinheiro arrecadado.
- Internet como serviço essencial de verdade, com tributação de serviço essencial.
- Tributos destacados na fatura, em reais, linha por linha.
Fontes para consulta
- Conexis Brasil Digital: carga tributária do setor
- Lei Complementar 194/2022 (telecom como bem essencial)
- Anatel: Fust e Fistel
- Eletros: tributos sobre eletroeletrônicos
Consulta em outubro de 2026. A carga de 29,3% é estimativa do setor de telecomunicações; a simulação é ilustrativa.