Quem chega ao Dono de Nada pela primeira vez pode achar que somos contra imposto. Que queremos um país sem Estado, sem escola pública, sem SUS. Não é isso. Este texto existe para deixar claro o que defendemos, e por quê.
Imposto é o preço de viver em sociedade
Estradas, hospitais, escolas, polícia, justiça, saneamento, pesquisa, defesa civil quando a enchente chega. Nada disso existe de graça. Alguém paga, e esse alguém somos nós. Não há país desenvolvido no mundo que funcione sem impostos. Dizer o contrário seria desonesto, e honestidade é a única coisa que não negociamos aqui.
Então, contra o que somos?
Os nossos três princípios
- TransparênciaTodo imposto deveria ser visível, em reais, na etiqueta, na fatura, no holerite. Ninguém consegue questionar uma conta que não consegue ver.
- ContrapartidaQuem paga tem direito a serviço de qualidade e a saber para onde vai cada real. Arrecadação sem resultado é desperdício, ou coisa pior.
- JustiçaA carga tem de pesar menos em quem ganha menos. E não pode transformar propriedade em aluguel perpétuo pago ao governo.
Amar o Brasil também é querer que ele pese menos no bolso de quem trabalha.
Por que isso nos dá credibilidade
Seria fácil gritar “imposto é roubo” e colecionar curtidas. Mas isso não muda nada, e afasta justamente as pessoas que precisamos convencer. Preferimos o caminho mais difícil: mostrar a conta, citar a fonte, reconhecer quando algo melhora, como a isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil ou o fim do ICMS abusivo sobre a luz, e cobrar quando piora.
Em cada artigo, você vai encontrar fontes oficiais para conferir o que dizemos. Se errarmos, vamos corrigir e avisar. Se discordar, ótimo: é assim que uma conversa pública deve funcionar.
O que queremos, no fim
Um país onde o cidadão saiba exatamente quanto paga, receba um serviço que justifique o preço e possa, finalmente, sentir que aquilo que conquistou é dele. Não é pedir muito. É pedir o básico.
Por enquanto, aqui, ainda somos donos de nada. Mas não precisa ser assim para sempre.