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LINHA DO TEMPO

Reforma tributária: o que muda de verdade no seu carrinho até 2033.

De 2026 a 2033, cinco tributos viram dois. Cesta básica zerada, cashback, imposto visível na nota e uma das maiores alíquotas do mundo. A transição, ano a ano.
23 de outubro de 2026
6 min de leitura
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Você já ouviu falar que a reforma tributária vai mudar tudo. Mas o que muda, de fato, no seu carrinho de compras? E quando? Aqui vai a linha do tempo, sem juridiquês, e com a nossa leitura honesta de cada etapa.

5 → 2cinco tributos sobre consumo (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) viram dois: CBS e IBS.
~26,5%alíquota de referência somada estimada pelo Ministério da Fazenda. Uma das mais altas do mundo.
0%para a cesta básica nacional: arroz, feijão, leite, ovos, frutas e outros itens essenciais.
2033ano em que a transição termina e o sistema antigo deixa de existir.

A linha do tempo

  1. 2026: o ano-testeCBS de 0,9% e IBS de 0,1% aparecem na nota fiscal, mas são compensados. Na prática, nada muda no preço. É para os sistemas aprenderem.
  2. 2027: a CBS chega de verdadePIS e Cofins deixam de existir e a CBS federal entra com alíquota cheia. O IPI é zerado para quase tudo, e começa o Imposto Seletivo sobre produtos como cigarro, bebida alcoólica, bebidas açucaradas e veículos.
  3. 2029 a 2032: a troca lentaICMS e ISS vão diminuindo aos poucos, e o IBS vai crescendo no lugar deles. Dois sistemas convivendo ao mesmo tempo. TRANSIÇÃO
  4. 2033: o novo sistema completoICMS e ISS deixam de existir. Fica só o IVA dual: CBS mais IBS, com o Imposto Seletivo ao lado.

Quanto do ICMS e do ISS ainda vale em cada ano

O sistema antigo saindo de cena

Até 2028100%
202990%
203080%
203170%
203260%
20330%

Cronograma previsto na Emenda Constitucional 132/2023. A parte que sai do ICMS e do ISS é substituída pelo IBS.

O que fica mais barato (em tese)

  • Cesta básica nacional: alíquota zero para itens essenciais.
  • Saúde, educação, medicamentos e alguns alimentos: redução de 60% na alíquota.
  • Cashback: famílias de baixa renda inscritas no CadÚnico recebem de volta parte do imposto pago, inclusive em contas como luz e gás.
  • Fim do imposto sobre imposto: o novo sistema é “por fora” e não cumulativo. O imposto aparece na nota, separado do preço.

O que pode ficar mais caro

  • Serviços em geral, que hoje pagam menos imposto do que produtos, tendem a pagar mais.
  • Produtos do Imposto Seletivo, o chamado “imposto do pecado”.
  • Tudo o que não entrou em nenhuma exceção, porque cada exceção empurra a alíquota padrão para cima.
26,5%de imposto sobre consumo, “por fora”, visível na nota. Pela primeira vez, você vai ver o tamanho real da mordida. Prepare-se.

A reforma pode simplificar. Mas simplificar a cobrança não é o mesmo que diminuir a conta.

Nossa leitura

A reforma tem méritos reais: acaba com a guerra fiscal entre estados, com boa parte do imposto em cascata e com a confusão de cinco tributos sobrepostos. E, pela primeira vez, o imposto vai aparecer separado do preço. Isso é uma vitória para quem sempre pediu transparência.

O perigo está no meio do caminho. Sete anos de transição com dois sistemas convivendo, regras que ainda podem mudar, e uma alíquota que só será conhecida de verdade quando estiver em vigor. É nessa neblina que aumentos de carga costumam passar sem ninguém ver.

O que a gente exige

  • Trava de carga tributária: a soma dos novos impostos não pode arrecadar mais que os antigos.
  • Painel público da transição, ano a ano, mostrando a carga efetiva.
  • Revisão das exceções que não beneficiam quem mais precisa.

Fontes para consulta

Consulta em outubro de 2026. A alíquota de referência ainda é estimativa oficial e pode mudar.

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